A Filha Perdida, de Elena Ferrante: filhas e mães, perdidas em si mesmas

Foto de capa: Convalescent, de Charles West Cope. Disponível em: Pixels. Texto por Mariana Makluf A Filha Perdida é uma obra da genial Elena Ferrante, lançada em 2006, e ganhou visibilidade após o lançamento da adaptação feita pela Netflix. Acompanhamos a história, presente e passada, de Leda, mãe de duas filhas e professora universitária. A vidaContinuar lendo “A Filha Perdida, de Elena Ferrante: filhas e mães, perdidas em si mesmas”

Laços, de Domenico Starnone: vidas derramadas, laços que as retém

Resenha por Mariana Makluf Laços é um romance de Domenico Starnone, escrito em 2014, vencedor do Bridge Prize de 2015. É uma obra curta e simples – mas, ao mesmo tempo, de uma complexidade extraordinária –, que retrata os dramas de uma família comum em meio a encontros, desencontros, contenções e pulsões, segredos e revelações.Continuar lendo “Laços, de Domenico Starnone: vidas derramadas, laços que as retém”

Uma vida pequena, de Hanya Yanagihara: quando os demônios internos reduzem uma vida inteira a nada.

Resenha por Mariana Makluf “Setembro Amarelo” é um dos movimentos de saúde mental mais conhecidos no Brasil, que vem se fazendo cada vez mais presente em um contexto no qual, anualmente, vemos os índices de depressão, ansiedade e suicídio aumentarem. Mas apesar de ser muito conhecido e divulgado (e talvez até por isso mesmo) sejaContinuar lendo “Uma vida pequena, de Hanya Yanagihara: quando os demônios internos reduzem uma vida inteira a nada.”

A pérola que rompeu a concha, de Nadia Hashimi: quando a história se repete, de novo, e mais uma vez

Arte de Shamsia Hassani Resenha por Mariana Makluf Recentemente, o Talibã assumiu novamente o controle do Afeganistão, gerando preocupações ao redor do mundo sobre a vida dos afegãos, e sobretudo das mulheres. Isso porque, após um primeiro conflito, que ocorreu em 1996, muitas delas se viram abandonadas, em um mundo à parte, onde seus gritosContinuar lendo “A pérola que rompeu a concha, de Nadia Hashimi: quando a história se repete, de novo, e mais uma vez”

Pais e Filhos, de Ivan Turgueniev: o conflito de gerações desencadeando o conflito interno

Resenha por Mariana Makluf A obra Pais e Filhos, de Ivan Turgueniev, foi publicado em 1862 e refletiu um dos acontecimentos históricos mais importantes da Rússia do século XIX: o fim da servidão dos camponeses pelos senhores de terras. Como em qualquer movimento de transição, os conflitos de ideias aparecem, geralmente entre uma nova geraçãoContinuar lendo “Pais e Filhos, de Ivan Turgueniev: o conflito de gerações desencadeando o conflito interno”

Lolita, de Vladmir Nabokov: Entre a obsessão, a paixão e o crime

Resenha por Mariana Makluf “Lolita, luz da minha vida, fogo da minha carne. Minha alma, meu pecado. Lo-li-ta: a ponta da língua toca em três pontos consecutivos do palato para encostar, ao três, nos dentes. Lo. Li. Ta. Ela era Lo, apenas Lo, pela manhã, um metro e quarenta e cinco de altura e umContinuar lendo “Lolita, de Vladmir Nabokov: Entre a obsessão, a paixão e o crime”

A Trança, de Laetitia Colombani: Histórias que se amarram no “ser mulher”

Resenha por Mariana Makluf A trança é uma história – quase uma poesia – lançada em 2021 por Laetitia Colombani, que já vendeu mais de 1,4 milhões de exemplares. Conta a história de três mulheres, de três culturas diferentes, que passam por três problemas diferentes, de acordo com o “ser, aqui, agora” de cada uma.Continuar lendo “A Trança, de Laetitia Colombani: Histórias que se amarram no “ser mulher””

Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski: o pior castigo do homem é sua consciência

Resenha por Mariana Makluf Crime e Castigo (1886) é considerada uma das maiores obras da literatura mundial, e segue tendo grande influencia na literatura devido ao seu caráter caótico e impecável ao apresentar ao leitor a condição humana de forma bruta. Aliás, o marcante existencialismo presente na obra é visto também na maior parte (talvezContinuar lendo “Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski: o pior castigo do homem é sua consciência”