do 306/2 ao 1929

de Gabriel Reis Martins para Rafael Fava Belúzio — Timinho difícil esse — o papai dizia, eu sem entender. Mas o diminutivo não era tanto por conta do tamanho do time – jogadores eram onze, do mesmo jeito, de um lado e de outro; ele dizia aquilo assim, porque aquele time tinha saído de lugarContinuar lendo “do 306/2 ao 1929”

O Túmulo de Eros

Trilhar um caminho que consiga fazer encontrarem-se pensamento e escrita. Essa é a função a que me dedico quando me ponho, vez ou outra, frente a essa atividade. Sair de um emaranhado fragmentado e incompreensível de ideias e sensações amalgamadas para a organização funcional da comunicação. Não, não se pode restringir o estado bruto doContinuar lendo “O Túmulo de Eros”

Latência

Uma crônica de Paulo Bittencourt Venho apenas dizer-te da carta por escrever – Marta Chaves Desperto. E à luz do primeiro raio de sol que penetra através da janela recobro a consciência que estivera por alguns instantes suspensa em universo onírico. Conforto, serenidade? Não. Desespero, ansiedade? Ainda não. Latência. Estado não manifesto do meio; inatividadeContinuar lendo “Latência”

Ode ao humor

Fascinante experiência é ver-se através de um espelho! A produção virtual de uma realidade, na qual se reflete de forma mais ou menos precisa a imagem própria do indivíduo, sem dúvidas lhe provoca alguma espécie de inquietação. Essa ocorrência — que por vezes se dá nas mais fugazes das circunstâncias, como que numa espera dentro deContinuar lendo “Ode ao humor”

Aperte os cintos

Houve uma época em que usar o cinto de segurança quando se estava no assento de trás do carro era uma veleidade. Algo tido como mera formalidade opcional. As viagens, por mais longas que fossem ou por mais sinuosas que as estradas se apresentavam à frente no trajeto, sempre guardavam um quê de perigo iminente, porContinuar lendo “Aperte os cintos”

À Deriva

Há alguns dias ou semanas, lembro-me de ter visto em algum portal digital uma reportagem sobre um determinado ponto do Oceano Pacífico cuja localidade exata guardaria a maior distância com relação a qualquer porção de terra continental na face do planeta. Se me recordo com alguma precisão, havia menção a uma tendência de maior migraçãoContinuar lendo “À Deriva”