“Lettipark”, um conto de Judith Hermann

Foto de capa: Imagem da autora. Disponível em: Wikipédia. Tradução de Guilherme Oliveira Mello Como Elena era linda! Uma garota linda e muito magra, de olhos negros e cabelos castanho-escuros, tesa como uma corda de arco e com um rubor na face, como se o tempo todo beliscasse as próprias bochechas. Elena era vigorosa, corajosa,Continuar lendo ““Lettipark”, um conto de Judith Hermann”

Três poemas de Rui Knopfli

Foto tirada por Jorge Neves, em 1981, na casa de Eugénio Lisboa, em Londres. Rui Knopfli está à direita. Texto por Gabriel Reis Martins Acho que já deu para perceber que eu adoro aqueles autores que não são tão frequentes no mercado editorial brasileiro e que acabam sendo pérolas perdidas no vasto oceano das livrariasContinuar lendo “Três poemas de Rui Knopfli”

“Primeiro de Maio”, um conto de Mário de Andrade

Foto de capa: Modern Times (1936), de Charles Chaplin [modificada] Apresentação de Gabriel Reis Martins Todo ano, neste dia de 01/05, feriado para uns, dia comum para outros, eu volto ao conto de Mário de Andrade, publicado entre seus Contos Novos. É um texto que me faz rir bastante, não só por sua linguagem eContinuar lendo ““Primeiro de Maio”, um conto de Mário de Andrade”

“Quimera”, um poema em prosa de Otávio Moraes

Foto de capa: Reflection with Two Children (Self-portrait) (1965) – Lucian Freud. Disponível em: dasartes. Texto por Otávio Moraes Manhã, domingo, céu bembranco, o tempo preguiçando. Homem velho, contra o espelho, assemelhando avô velho. Homem velho é o desde sempre. Posição desigual cabe ao moço, mocidade é o mundo no novo, Deus, antes da canseira,Continuar lendo ““Quimera”, um poema em prosa de Otávio Moraes”

“Briga das pastoras”, um conto de Mário de Andrade

Foto de capa: O violeiro (1899), de Almeida Júnior. Disponível em: Wikipédia. Texto de Mário de Andrade Chegáramos à sobremesa daquele meu primeiro almoço no engenho e embora eu não tivesse a menor intimidade com ninguém dali, já estava perfeitamente a gosto entre aquela gente nordestinamente boa, impulsivamente generosa, limpa de segundos pensamentos. E euContinuar lendo ““Briga das pastoras”, um conto de Mário de Andrade”

Psicanálise e Suicídio

Foto de capa: O pintor de Girassóis, de Paul Gauguin. Disponível em: Wikipédia. Texto por Isadora Urbano 1. Suicídio. Poucos assuntos exigem tanta delicadeza para se escrever quanto este. Talvez, em parte, porque o assunto permanece com certo estatuto de tabu, mas em parte, também, porque nos coloca em contato com o sofrimento humano numContinuar lendo “Psicanálise e Suicídio”

“A genealogia de Édipo”, um resumo da tragédia grega, desde Tântalo até Ismênia

Foto de capa: Saturno devorando a su hijo, de Francisco Goya. Disponível em: Wikipedia. Apresentação Por Gabriel Reis Martins O nome de Édipo é, sem dúvida alguma, um dos mais consagrados da literatura, e sua fama ficou ainda maior quando Sigmund Freud, pai da psicanálise, se valeu do personagem grego para dar sentido a umaContinuar lendo ““A genealogia de Édipo”, um resumo da tragédia grega, desde Tântalo até Ismênia”

Lituraterras n. 1 – Cartas a um jovem terapeuta, de Contardo Calligaris

Foto de capa fornecida pela autora da publicação [editada]. Original disponível em: @isa.adora.psicanálise Texto por Isadora Urbano Nas suas Cartas a um jovem terapeuta (2008), Contardo Calligaris escreve sobre a psicanálise com um tom descontraído e pouco acadêmico, que serve tão bem aos não iniciados quanto aos que já pegaram o bonde (sempre andando) daContinuar lendo “Lituraterras n. 1 – Cartas a um jovem terapeuta, de Contardo Calligaris”

A Filha Perdida, de Elena Ferrante: filhas e mães, perdidas em si mesmas

Foto de capa: Convalescent, de Charles West Cope. Disponível em: Pixels. Texto por Mariana Makluf A Filha Perdida é uma obra da genial Elena Ferrante, lançada em 2006, e ganhou visibilidade após o lançamento da adaptação feita pela Netflix. Acompanhamos a história, presente e passada, de Leda, mãe de duas filhas e professora universitária. A vidaContinuar lendo “A Filha Perdida, de Elena Ferrante: filhas e mães, perdidas em si mesmas”