“A genealogia de Édipo”, um resumo da tragédia grega, desde Tântalo até Ismênia

Foto de capa: Saturno devorando a su hijo, de Francisco Goya. Disponível em: Wikipedia. Apresentação Por Gabriel Reis Martins O nome de Édipo é, sem dúvida alguma, um dos mais consagrados da literatura, e sua fama ficou ainda maior quando Sigmund Freud, pai da psicanálise, se valeu do personagem grego para dar sentido a umaContinuar lendo ““A genealogia de Édipo”, um resumo da tragédia grega, desde Tântalo até Ismênia”

Angústia, das mitologias antigas à vida contemporânea: “Relatos de uma Odisseia Pandêmica”

Nestes tempos de pandemia, de isolamento social, de fake news e de desconfiança com relação à mídia e a uma parcela da sociedade, vivemos uma fase em que a comunicação com o outro, com o diferente e com o ausente tem se revelado um problema, no sentido de ser cada vez mais difícil, apesar deContinuar lendo “Angústia, das mitologias antigas à vida contemporânea: “Relatos de uma Odisseia Pandêmica””

Bertolt Brecht em (im)personagens: uma proposta

Tomando como referências os escritos de Gerd Bornheim, Walter Benjamin, e Pequeno órganon para o teatro, de Brecht, a proposta brechtiana para o teatro épico pressupõe enfaticamente, para a criação de um modelo não-aristotélico, o deslocamento do sentimento de empatia. Antes de tudo, é fundamental a compreensão de que esse pressuposto não deve, de modoContinuar lendo “Bertolt Brecht em (im)personagens: uma proposta”

Dois encenadores em cena: Antunes Filho e José Celso

O surgimento da figura do encenador fez uma revolução no teatro que se desdobrou a partir do fim do Século XIX. Esta nova forma de coordenar os espetáculos acabou, ou  no mínimo abalou, com a unidade que existia entre texto (dramaturgia) e cena (espetáculo) no teatro ocidental. No Brasil, acompanhando a esteira dessa tradição, os encenadores apareceram emContinuar lendo “Dois encenadores em cena: Antunes Filho e José Celso”

Como ler Henrik Ibsen: desvendando o teatro realista

Texto por Isadora Urbano Henrik Ibsen nasceu na Noruega em 1828. Tornou-se um dos maiores dramaturgos do seu tempo, e nem por isso foi menos controverso em relação aos seus pares. Autor de vinte e oito peças (nem tanto, nem tão pouco, se comparado a Shakespeare ou James Joyce), Ibsen deu corpo a três fases estéticasContinuar lendo “Como ler Henrik Ibsen: desvendando o teatro realista”