“Primeiro de Maio”, um conto de Mário de Andrade

Foto de capa: Modern Times (1936), de Charles Chaplin [modificada] Apresentação de Gabriel Reis Martins Todo ano, neste dia de 01/05, feriado para uns, dia comum para outros, eu volto ao conto de Mário de Andrade, publicado entre seus Contos Novos. É um texto que me faz rir bastante, não só por sua linguagem eContinuar lendo ““Primeiro de Maio”, um conto de Mário de Andrade”

“Briga das pastoras”, um conto de Mário de Andrade

Foto de capa: O violeiro (1899), de Almeida Júnior. Disponível em: Wikipédia. Texto de Mário de Andrade Chegáramos à sobremesa daquele meu primeiro almoço no engenho e embora eu não tivesse a menor intimidade com ninguém dali, já estava perfeitamente a gosto entre aquela gente nordestinamente boa, impulsivamente generosa, limpa de segundos pensamentos. E euContinuar lendo ““Briga das pastoras”, um conto de Mário de Andrade”

Amarrados pela pátria: três belos poemas em português

Texto por Gabriel Reis Martins Eu estava perdido entre as imagens e textos do Instagram, quando parei para ler o fragmento de uma canção, recortada e postada por um amigo (e também autor aqui no blog): o pesquisador Otávio Moraes, grande leitor e escritor exemplar de nossas belas letras. A foto dele era a reproduçãoContinuar lendo “Amarrados pela pátria: três belos poemas em português”

Lirismo enquanto doença

Texto por Otávio Moraes Na nossa cultura, o conhecimento (segundo uma antinomia que Aby Warburg acabou diagnosticando como a “esquizofrenia” do homem ocidental) está cindido entre um pólo estático-inspirado e um pólo racional-consciente, sem que nenhum dos dois consiga reduzir integralmente o outro. – Giorgio Agamben, em Estâncias   No poema “Num monumento à aspirina” éContinuar lendo “Lirismo enquanto doença”

Narrativas da ditadura na literatura brasileira contemporânea: formas de crítica e de resistência

Texto por Gabriel Reis Martins Não há dúvidas de que a literatura brasileira, nos dias atuais, é plural e multicultural, o que significa que são muitas as vertentes que a compõem. E, pensando que falar de todas elas é uma tarefa dificílima (e talvez impossível), e também levando em conta estes tempos sombrios pelos quaisContinuar lendo “Narrativas da ditadura na literatura brasileira contemporânea: formas de crítica e de resistência”

O fio seco da teia que norteia: uma leitura de Ramos, Cabral e Salles

Artigo escrito por Laura Moreira Teixeira Os caminhos da seca Botoso (2013) cria uma bela imagem da obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos. O pesquisador afirma que “a história de Fabiano pode ser comparada a uma teia de aranha, na qual ele e sua família estão sempre no centro, enredados, sem saída, presos como vítimas de umaContinuar lendo “O fio seco da teia que norteia: uma leitura de Ramos, Cabral e Salles”

Entre Ramos e Rosa: os narradores do sertanejo em comparação

Guimarães Rosa (1908-1967) e Graciliano Ramos (1892-1953) são autores que dispensam longas apresentações. Cada um, em seu respectivo tempo, propôs um retrato cultural que se afastava dos lugares comuns da primeira metade do século XX, tematizando principalmente a vida sertaneja; entretanto, mesmo agindo de fora das convenções literárias, os dois tiveram contato e assimilaram traçosContinuar lendo “Entre Ramos e Rosa: os narradores do sertanejo em comparação”

Vanguardas europeias e poesia modernista no Brasil em dois poemas

Texto por Gabriel Reis Martins Dentre as inúmeras raízes que a cultura brasileira possui está incluída a europeia. Desde o processo de colonização até as atualizações nos padrões políticos e econômicos contemporâneos, somos atravessador por valores que encontram seu berço no continente europeu. Evidentemente, por ser uma relação tão próxima, todos os campos do saberContinuar lendo “Vanguardas europeias e poesia modernista no Brasil em dois poemas”

Infância, de Graciliano Ramos: memória e transculturação narrativa

Delineia-se a identificação de elementos modernos e configuradores de transculturação narrativa na obra “Infância”, de Graciliano Ramos. Trata-se de um livro que oscila entre a confissão e a ficção, perfazendo uma interessante mescla pautada no tom memorialístico e na dificuldade de acessar e representar as recordações advindas da memória.