“Quimera”, um poema em prosa de Otávio Moraes

Foto de capa: Reflection with Two Children (Self-portrait) (1965) – Lucian Freud. Disponível em: dasartes. Texto por Otávio Moraes Manhã, domingo, céu bembranco, o tempo preguiçando. Homem velho, contra o espelho, assemelhando avô velho. Homem velho é o desde sempre. Posição desigual cabe ao moço, mocidade é o mundo no novo, Deus, antes da canseira,Continuar lendo ““Quimera”, um poema em prosa de Otávio Moraes”

Lirismo enquanto doença

Texto por Otávio Moraes Na nossa cultura, o conhecimento (segundo uma antinomia que Aby Warburg acabou diagnosticando como a “esquizofrenia” do homem ocidental) está cindido entre um pólo estático-inspirado e um pólo racional-consciente, sem que nenhum dos dois consiga reduzir integralmente o outro. – Giorgio Agamben, em Estâncias   No poema “Num monumento à aspirina” éContinuar lendo “Lirismo enquanto doença”

Idade média em tecnicolor

Gabriel – autor e editor aqui do Duras Letras – me pediu uma lista, uma seleção, de três poemas medievais que me encantam. Eu adoro listas, acho que o desafio de encontrar alguma relação de equivalência entre números e textos tem valor por si mesmo. O norte, em suas próprias palavras, deveria ser o encantamento.Continuar lendo “Idade média em tecnicolor”